Sumário
- Médico que trata de pedras na vesícula
- Como se forma as pedras na vesícula?
- Fatores de risco para formação de Pedras na Vesícula
- Quais os sintomas da Pedra na Vesícula?
- Complicações da Pedra na Vesícula
- Exames utilizados para diagnóstico da Pedra na Vesícula
- Como é o tratamento da Pedra na Vesícula?
- Quais as complicações da Cirurgia de Retirada da Vesícula?
Pedra na Vesícula ou Cálculo Biliar ou Colelitíase é uma doença que acomete a vesícula biliar, um pequeno saco que fica localizado abaixo do fígado e é responsável por armazenar e concentrar a bile.

A bile é produzida pelo fígado e participa na digestão das gorduras dos alimentos, funcionando como uma espécie de detergente, facilitando a atuação das enzimas digestivas.
Estima-se que 10 a 20% da população adulta desenvolverá pedras na vesícula, sendo 2 vezes mais comuns nas mulheres que nos homens.
Médico que trata de pedras na vesícula
O médico que trata e realiza a cirurgia de retirada da vesícula biliar é o Cirurgião do Aparelho Digestivo. Para se tornar especialista em Cirurgia Digestiva o médico passa por uma extensa e longa formação. Após os 6 anos da faculdade de medicina, é necessário Residência médica em Cirurgia Geral para depois poder fazer a Residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo.
Dr. Rodrigo é especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e realiza as cirurgias em Barretos – SP.
Com mais de 15 anos de experiência nessa área já realizou centenas de cirurgias de retirada da vesícula por videolaparoscopia, a Colecistectomia Videolaparoscópica, e ajudou muitas pessoas a aliviarem os sintomas causados por essa doença, proporcionando qualidade de vida aos pacientes

DR RODRIGO GUI QUEIROZ
CRM-SP – 105374
Cirurgia Bariátrica e Cirurgia do Aparelho Digestivo
Formado em Medicina no ano de 2001, atua como Cirurgião do Aparelho Digestivo há mais de 15 anos.
Título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e em Cirurgia Bariátrica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD e pela Associação Médica Brasileira – AMB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD
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Como se forma as pedras na vesícula?

A pedra na vesícula se forma quando ocorre um desequilíbrio nos componentes da bile que é produzida pelo fígado.
A bile é composta por vários ingredientes: água, colesterol, sais biliares, bilirrubinato e lecitina.
Quando a bile chega à vesícula Biliar ainda conta com grande quantidade de água e conforme permanece no se interior a vesícula vai retirando a água deixando mais concentrados os demais componentes na bile.
Quando esses componentes estão em equilíbrio a bile permanece líquida, porém quando um deles sobressai sobre os outros, principalmente o colesterol, os sais biliares ou o bilirrubinato, ocorre a formação de pequenos cristais que se agrupam e formam os cálculos.
Inicialmente forma-se o barro biliar que são múltiplos pequenos cálculos. Com a evolução esses pequenos cálculos se agrupam formando cálculos maiores.
Podemos distinguir facilmente qual componente formou o cálculo observando apenas sua cor após retirada da vesícula. Os cálculos de colesterol têm coloração amarelada e os cálculos de sais biliares e bilirrubinato têm coloração verde-escuro.
Fatores de risco para formação de Pedras na Vesícula
Existem vários fatores de risco para desenvolver pedras na vesícula e os principais são:
- Sexo feminino
- Familiares com pedras na vesícula
- Obesidade
- Emagrecimento acentuado e rápido
- Múltiplas gestações
- Idade maior que 60 anos
- Gravidez
- Sedentarismo
- Dieta rica em gorduras e pobre em fibras
- Pessoas submetidas a cirurgias gástricas e desvios intestinais
- Alguns tipos de anemia (anemia hemolítica)
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Quais os sintomas da Pedra na Vesícula?

A maioria das pessoas que possuem Pedras na Vesícula não apresentam sintomas.
O sintoma mais típico é a dor em cólica embaixo das costelas do lado direito e na região do estômago, que pode irradiar até o ombro direito. Normalmente com duração de até 2 horas e que melhora facilmente com analgésicos.
Muitas pessoas apresentam sintomas mais gerais com sensação de estufamento e peso no estômago após as refeições, enjoo e boca amarga. Esses sintomas são muito comuns também nas doenças do estômago com gastrite e úlcera podendo dificultar o diagnóstico da Pedra na Vesícula.
Quando ocorre alguma complicação relacionada às pedras na vesícula os sintomas podem ser diferentes. A pessoa pode apresentar icterícia, que é a mudança na cor dos olhos, da pele e da urina ficando bem amarelados, dor contínua e espalhada pelo abdome e febre.
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Complicações da Pedra na Vesícula
Existem 4 complicações principais dessa doença:

Colecistite aguda
- É a complicação mais comum e ocorre quando a Pedra na Vesícula se desloca para o lugar de saída da bile, causando o entupimento da vesícula e impedindo a bile de sair e entrar.
- Isso leva a inflamação da vesícula, tornando a parede da vesícula espessada e acumulando no seu interior muco ou pus podendo evoluir com necrose (morte) de partes da parede da vesícula e até perfuração.
- Com isso a dor vai se intensificando, não melhorando com analgésicos simples e pode necessitar cirurgia de emergência.

Coledocolitíase
- Ocorre quando a pedra sai da vesícula e migra para o ducto que leva a bile até o intestino chamado de colédoco, causando ou não o entupimento do ducto.
- Nessa situação os principais sintomas são dor e icterícia, que é a mudança na cor dos olhos, da pele e da urina ficando bem amarelados, como já explicado anteriormente.
- Essa situação exigirá um procedimento endoscópico chamado Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) para retirada dessas pedras do colédoco preferencialmente antes da cirurgia de retirada da Vesícula.

Pancreatite Aguda Biliar
- É a inflamação do pâncreas devido a coledocolitíase.
- Isso ocorre porque na maioria das pessoas o ducto biliar (colédoco) e ducto pancreático têm a mesma saída no intestino e a pedra ao obstruir essa saída compromete também o pâncreas.
- A doença requer internação hospitalar e quando evolui para forma grave tem mortalidade de até 30%.

Colangite
- É a infecção dos ductos biliares e da bile normalmente em decorrência da coledocolitíase.
- Ocorre quando a bile parada no ducto biliar é infectada pelas bactérias do intestino.
- Costuma ser muito grave e pode evoluir para infecção generalizada até a morte.
- Os sintomas principais são dor, icterícia e febre.
- Essa complicação requer intervenção imediata seja com CPRE ou cirurgia de emergência.

Câncer de Vesícula
- É um câncer muito raro que tem como causa a Pedra na Vesícula.
- Ocorre com mais facilidade em pessoas com pedras grandes na vesícula e que tenham colecistite aguda repetidas vezes.
- Os principais sintomas são dor abdominal e icterícia.
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Exames utilizados para diagnóstico da Pedra na Vesícula

As pessoas que têm sintomas ou muitos fatores de risco para desenvolver a Pedra na Vesícula dever procurar um médico especialista e realizar exames.
A ultrassonografia é inicialmente o exame de escolha para diagnóstico da Pedra na Vesícula pelo fato de ser não invasivo, acessível, de baixo custo e com boa acurácia para ver as pedras no interior da vesícula biliar. É também muito útil na avaliação das principais complicações que podem ocorrer.
A ressonância magnética também pode fazer o diagnóstico de Pedra na Vesícula, porém é um exame mais demorado, não encontrado em todas as locais e com maior custo.
Atualmente foi desenvolvida a Ecoendoscopia, que é a associação da endoscopia com a ultrassonografia. Além de fazer diagnóstico da Pedra na Vesícula, ela é muito útil no diagnóstico de barro biliar e pequenos cálculos no ducto biliar (colédoco). Esse exame por se tratar de um tipo de Endoscopia Digestiva requer sedação, não é facilmente encontrado e também tem custo mais elevado.
Como é o tratamento da Pedra na Vesícula?

O único tratamento que existe para Pedra na Vesícula é a Cirurgia e está indicada para todos que apresentem sintomas, já tiveram alguma complicação ou possuam cálculos grandes.
Pessoas que nunca tiveram sintomas e sem pedras grandes podem optar por não operar e fazer acompanhamento com ultrassonografia anualmente.
Porém com o avanço das cirurgias, que são realizadas por pequenos cortes na pele (videolaparoscopia), ocasionam mínima dor, tem poucas complicações nos locais e ótimo resultado estético, é válido discutir com o cirurgião especialista sobre realizar a cirurgia mesmo na ausência de sintomas ou pedras grandes, visto que as complicações dessa cirurgia são menores que o risco de complicações de permanecer com as pedras na vesícula.
A cirurgia pode ser realizada através de várias técnicas, mudando apenas a forma de acessar a vesícula, porém é feito exatamente o mesmo procedimento que é a retirada da vesícula junto com as pedras ou Colecistetomia.
Observe que não são retiradas apenas as pedras e sim toda a Vesícula Biliar.
A cirurgia aberta ou convencional tem sido gradualmente menos utilizada, porém alguns hospitais, principalmente os que atendem SUS, ainda usam esse método. Existem várias possibilidades e locais onde pode ser feito corte (incisão) para realizar a cirurgia e o mais utilizado é a incisão diagonal abaixo das costelas no lado direito. Esse tipo de incisão causa muita dor e tem possibilidade maior de hérnias e infecções.
A técnica mais utilizada atualmente é a videolaparoscopia. Nessa técnica são realizadas 4 pequenas incisões (cortes), entre meio e um centímetro. O abdome é insuflado com gás carbônico para fazer um espaço onde a cirurgia é realizada e através das pequenas incisões são colocados a câmera, as pinças e os materiais de cirurgia, além de ser retirada a vesícula com as pedras.
Popularmente a videolaparoscopia é confundida como cirurgia a laser e isso está completamente errado. Não existe cirurgia de retirada de vesícula que utiliza a energia laser. Essa confusão acontece porque o laser é muito empregado nas cirurgias de pedras nos rins.
A técnica mais moderna desenvolvida e com mais tecnologia associada é a Cirurgia Robótica, que possibilita a realização da cirurgia através de uma única e pequena incisão na região do umbigo, ocasionando ainda menos dor e melhorando ainda mais o resultado estético.
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Quais as complicações da Cirurgia de Retirada da Vesícula?

A Cirurgia de Retirada da Vesícula ou Colecistectomia é uma cirurgia que tem poucas chances de complicações, principalmente se realizada por Videolaparoscopia ou por Cirurgia Robótica, mas como todo procedimento médico não é isenta de riscos.
Podemos dividir as complicações entre aquelas que são comuns a qualquer procedimento cirúrgico e aquelas exclusivas da cirurgia de retirada da vesícula.
Ao complicações relacionadas a qualquer procedimento cirúrgico incluem principalmente os problemas cardiovasculares (infarto e derrame), os problemas respiratórios (insuficiência respiratória e embolia pulmonar) e as infecções (pneumonia, infecção urinária e na ferida cirúrgica).
Esses riscos são avaliados através de exames pré-operatórios adequados e de qualidade solicitados pelo cirurgião especialista.
As complicações relacionadas propriamente a cirurgia de retirada de vesícula incluem a migração de alguma pedra para o ducto biliar durante a cirurgia (coledocolitíase), vazamento de bile para dentro do abdome, formação de abscessos (pus) dentro do abdome, lesão de outros órgãos abdominais, principalmente intestinos e fígado e a complicação mais grave que a lesão do ducto biliar principal (colédoco).
Algumas dessas complicações podem ser tratadas com procedimentos não cirúrgicos como a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), que consegue retirar pedras do ducto principal, e as punções guiadas por tomografia, que conseguem fazer a drenagem de alguns abscessos.
Outras complicações como o vazamento de bile, perfuração de intestinos e lesão do ducto biliar principal (colédoco) normalmente necessitará de uma ou várias cirurgias para resolver a complicação aumentando a mortalidade.
Para evitar as complicações relacionadas a cirurgia de retirada da vesícula biliar pesquise e escolha um cirurgião especialista, preferencialmente Cirurgião do Aparelho Digestivo e com bastante experiência nessa cirurgia.
Dr. Rodrigo é especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e realiza as cirurgias em Barretos – SP.
Com mais de 15 anos de experiência nessa área já realizou centenas de cirurgias de retirada da vesícula por videolaparoscopia, a Colecistectomia Videolaparoscópica, e ajudou muitas pessoas a aliviarem os sintomas causados por essa doença, proporcionando qualidade de vida aos pacientes

DR RODRIGO GUI QUEIROZ
CRM-SP – 105374
Cirurgia Bariátrica e Cirurgia do Aparelho Digestivo
Formado em Medicina no ano de 2001, atua como Cirurgião do Aparelho Digestivo há mais de 15 anos.
Título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e em Cirurgia Bariátrica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD e pela Associação Médica Brasileira – AMB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD
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Fontes:
