DR. RODRIGO GUI QUEIROZ

Pedra na Vesícula ou Cálculo Biliar ou Colelitíase é uma doença que acomete a vesícula biliar, um pequeno saco que fica localizado abaixo do fígado e é responsável por armazenar e concentrar a bile.

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A bile é produzida pelo fígado e participa na digestão das gorduras dos alimentos, funcionando como uma espécie de detergente, facilitando a atuação das enzimas digestivas.

Estima-se que 10 a 20% da população adulta desenvolverá pedras na vesícula, sendo 2 vezes mais comuns nas mulheres que nos homens.

Médico que trata de pedras na vesícula

O médico que trata e realiza a cirurgia de retirada da vesícula biliar é o Cirurgião do Aparelho Digestivo. Para se tornar especialista em Cirurgia Digestiva o médico passa por uma extensa e longa formação. Após os 6 anos da faculdade de medicina, é necessário Residência médica em Cirurgia Geral para depois poder fazer a Residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo.

Dr. Rodrigo é especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e realiza as cirurgias em Barretos – SP.

Com mais de 15 anos de experiência nessa área já realizou centenas de cirurgias de retirada da vesícula por videolaparoscopia, a Colecistectomia Videolaparoscópica, e ajudou muitas pessoas a aliviarem os sintomas causados por essa doença, proporcionando qualidade de vida aos pacientes

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DR RODRIGO GUI QUEIROZ

CRM-SP – 105374

Cirurgia Bariátrica e Cirurgia do Aparelho Digestivo

Formado em Medicina no ano de 2001, atua como Cirurgião do Aparelho Digestivo há mais de 15 anos.

Título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e em Cirurgia Bariátrica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD e pela Associação Médica Brasileira – AMB.

Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD

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Rodrigo Gui Queiroz – Doctoralia.com.br

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Como se forma as pedras na vesícula?

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A pedra na vesícula se forma quando ocorre um desequilíbrio nos componentes da bile que é produzida pelo fígado.

A bile é composta por vários ingredientes: água, colesterol, sais biliares, bilirrubinato e lecitina.

Quando a bile chega à vesícula Biliar ainda conta com grande quantidade de água e conforme permanece no se interior a vesícula vai retirando a água deixando mais concentrados os demais componentes na bile.

Quando esses componentes estão em equilíbrio a bile permanece líquida, porém quando um deles sobressai sobre os outros, principalmente o colesterol, os sais biliares ou o bilirrubinato, ocorre a formação de pequenos cristais que se agrupam e formam os cálculos.

Inicialmente forma-se o barro biliar que são múltiplos pequenos cálculos. Com a evolução esses pequenos cálculos se agrupam formando cálculos maiores.

Podemos distinguir facilmente qual componente formou o cálculo observando apenas sua cor após retirada da vesícula. Os cálculos de colesterol têm coloração amarelada e os cálculos de sais biliares e bilirrubinato têm coloração verde-escuro.

Fatores de risco para formação de Pedras na Vesícula

Existem vários fatores de risco para desenvolver pedras na vesícula e os principais são:

  1. Sexo feminino
  2. Familiares com pedras na vesícula
  3. Obesidade
  4. Emagrecimento acentuado e rápido
  5. Múltiplas gestações
  6. Idade maior que 60 anos
  7. Gravidez
  8. Sedentarismo
  9. Dieta rica em gorduras e pobre em fibras
  10. Pessoas submetidas a cirurgias gástricas e desvios intestinais
  11. Alguns tipos de anemia (anemia hemolítica)

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Quais os sintomas da Pedra na Vesícula?

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A maioria das pessoas que possuem Pedras na Vesícula não apresentam sintomas.

O sintoma mais típico é a dor em cólica embaixo das costelas do lado direito e na região do estômago, que pode irradiar até o ombro direito. Normalmente com duração de até 2 horas e que melhora facilmente com analgésicos.

Muitas pessoas apresentam sintomas mais gerais com sensação de estufamento e peso no estômago após as refeições, enjoo e boca amarga. Esses sintomas são muito comuns também nas doenças do estômago com gastrite e úlcera podendo dificultar o diagnóstico da Pedra na Vesícula.

Quando ocorre alguma complicação relacionada às pedras na vesícula os sintomas podem ser diferentes. A pessoa pode apresentar icterícia, que é a mudança na cor dos olhos, da pele e da urina ficando bem amarelados, dor contínua e espalhada pelo abdome e febre.

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Complicações da Pedra na Vesícula

Existem 4 complicações principais dessa doença:

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Colecistite aguda

  1. É a complicação mais comum e ocorre quando a Pedra na Vesícula se desloca para o lugar de saída da bile, causando o entupimento da vesícula e impedindo a bile de sair e entrar.
  2. Isso leva a inflamação da vesícula, tornando a parede da vesícula espessada e acumulando no seu interior muco ou pus podendo evoluir com necrose (morte) de partes da parede da vesícula e até perfuração.
  3. Com isso a dor vai se intensificando, não melhorando com analgésicos simples e pode necessitar cirurgia de emergência.
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Coledocolitíase

  1. Ocorre quando a pedra sai da vesícula e migra para o ducto que leva a bile até o intestino chamado de colédoco, causando ou não o entupimento do ducto.
  2. Nessa situação os principais sintomas são dor e icterícia, que é a mudança na cor dos olhos, da pele e da urina ficando bem amarelados, como já explicado anteriormente.
  3. Essa situação exigirá um procedimento endoscópico chamado Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) para retirada dessas pedras do colédoco preferencialmente antes da cirurgia de retirada da Vesícula.
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Pancreatite Aguda Biliar

  1. É a inflamação do pâncreas devido a coledocolitíase.
  2. Isso ocorre porque na maioria das pessoas o ducto biliar (colédoco) e ducto pancreático têm a mesma saída no intestino e a pedra ao obstruir essa saída compromete também o pâncreas.
  3. A doença requer internação hospitalar e quando evolui para forma grave tem mortalidade de até 30%.
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Colangite

  1. É a infecção dos ductos biliares e da bile normalmente em decorrência da coledocolitíase.
  2. Ocorre quando a bile parada no ducto biliar é infectada pelas bactérias do intestino.
  3. Costuma ser muito grave e pode evoluir para infecção generalizada até a morte.
  4. Os sintomas principais são dor, icterícia e febre.
  5. Essa complicação requer intervenção imediata seja com CPRE ou cirurgia de emergência.
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Câncer de Vesícula

  1. É um câncer muito raro que tem como causa a Pedra na Vesícula.
  2. Ocorre com mais facilidade em pessoas com pedras grandes na vesícula e que tenham colecistite aguda repetidas vezes.
  3. Os principais sintomas são dor abdominal e icterícia.

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Exames utilizados para diagnóstico da Pedra na Vesícula

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As pessoas que têm sintomas ou muitos fatores de risco para desenvolver a Pedra na Vesícula dever procurar um médico especialista e realizar exames.

A ultrassonografia é inicialmente o exame de escolha para diagnóstico da Pedra na Vesícula pelo fato de ser não invasivo, acessível, de baixo custo e com boa acurácia para ver as pedras no interior da vesícula biliar. É também muito útil na avaliação das principais complicações que podem ocorrer.

A ressonância magnética também pode fazer o diagnóstico de Pedra na Vesícula, porém é um exame mais demorado, não encontrado em todas as locais e com maior custo.

Atualmente foi desenvolvida a Ecoendoscopia, que é a associação da endoscopia com a ultrassonografia. Além de fazer diagnóstico da Pedra na Vesícula, ela é muito útil no diagnóstico de barro biliar e pequenos cálculos no ducto biliar (colédoco). Esse exame por se tratar de um tipo de Endoscopia Digestiva requer sedação, não é facilmente encontrado e também tem custo mais elevado.

Como é o tratamento da Pedra na Vesícula?

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O único tratamento que existe para Pedra na Vesícula é a Cirurgia e está indicada para todos que apresentem sintomas, já tiveram alguma complicação ou possuam cálculos grandes.

Pessoas que nunca tiveram sintomas e sem pedras grandes podem optar por não operar e fazer acompanhamento com ultrassonografia anualmente.

Porém com o avanço das cirurgias, que são realizadas por pequenos cortes na pele (videolaparoscopia), ocasionam mínima dor, tem poucas complicações nos locais e ótimo resultado estético, é válido discutir com o cirurgião especialista sobre realizar a cirurgia mesmo na ausência de sintomas ou pedras grandes, visto que as complicações dessa cirurgia são menores que o risco de complicações de permanecer com as pedras na vesícula.

A cirurgia pode ser realizada através de várias técnicas, mudando apenas a forma de acessar a vesícula, porém é feito exatamente o mesmo procedimento que é a retirada da vesícula junto com as pedras ou Colecistetomia.

Observe que não são retiradas apenas as pedras e sim toda a Vesícula Biliar.  

A cirurgia aberta ou convencional tem sido gradualmente menos utilizada, porém alguns hospitais, principalmente os que atendem SUS, ainda usam esse método. Existem várias possibilidades e locais onde pode ser feito corte (incisão) para realizar a cirurgia e o mais utilizado é a incisão diagonal abaixo das costelas no lado direito. Esse tipo de incisão causa muita dor e tem possibilidade maior de hérnias e infecções.

A técnica mais utilizada atualmente é a videolaparoscopia. Nessa técnica são realizadas 4 pequenas incisões (cortes), entre meio e um centímetro. O abdome é insuflado com gás carbônico para fazer um espaço onde a cirurgia é realizada e através das pequenas incisões são colocados a câmera, as pinças e os materiais de cirurgia, além de ser retirada a vesícula com as pedras.  

Popularmente a videolaparoscopia é confundida como cirurgia a laser e isso está completamente errado. Não existe cirurgia de retirada de vesícula que utiliza a energia laser. Essa confusão acontece porque o laser é muito empregado nas cirurgias de pedras nos rins.

A técnica mais moderna desenvolvida e com mais tecnologia associada é a Cirurgia Robótica, que possibilita a realização da cirurgia através de uma única e pequena incisão na região do umbigo, ocasionando ainda menos dor e melhorando ainda mais o resultado estético.

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Quais as complicações da Cirurgia de Retirada da Vesícula?

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A Cirurgia de Retirada da Vesícula ou Colecistectomia é uma cirurgia que tem poucas chances de complicações, principalmente se realizada por Videolaparoscopia ou por Cirurgia Robótica, mas como todo procedimento médico não é isenta de riscos.

Podemos dividir as complicações entre aquelas que são comuns a qualquer procedimento cirúrgico e aquelas exclusivas da cirurgia de retirada da vesícula.

Ao complicações relacionadas a qualquer procedimento cirúrgico incluem principalmente os problemas cardiovasculares (infarto e derrame), os problemas respiratórios (insuficiência respiratória e embolia pulmonar) e as infecções (pneumonia, infecção urinária e na ferida cirúrgica).

Esses riscos são avaliados através de exames pré-operatórios adequados e de qualidade solicitados pelo cirurgião especialista.

As complicações relacionadas propriamente a cirurgia de retirada de vesícula incluem a migração de alguma pedra para o ducto biliar durante a cirurgia (coledocolitíase), vazamento de bile para dentro do abdome, formação de abscessos (pus) dentro do abdome, lesão de outros órgãos abdominais, principalmente intestinos e fígado e a complicação mais grave que a lesão do ducto biliar principal (colédoco).

Algumas dessas complicações podem ser tratadas com procedimentos não cirúrgicos como a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), que consegue retirar pedras do ducto principal, e as punções guiadas por tomografia, que conseguem fazer a drenagem de alguns abscessos.

Outras complicações como o vazamento de bile, perfuração de intestinos e lesão do ducto biliar principal (colédoco) normalmente necessitará de uma ou várias cirurgias para resolver a complicação aumentando a mortalidade.

Para evitar as complicações relacionadas a cirurgia de retirada da vesícula biliar pesquise e escolha um cirurgião especialista, preferencialmente Cirurgião do Aparelho Digestivo e com bastante experiência nessa cirurgia.

Dr. Rodrigo é especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e realiza as cirurgias em Barretos – SP.

Com mais de 15 anos de experiência nessa área já realizou centenas de cirurgias de retirada da vesícula por videolaparoscopia, a Colecistectomia Videolaparoscópica, e ajudou muitas pessoas a aliviarem os sintomas causados por essa doença, proporcionando qualidade de vida aos pacientes

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DR RODRIGO GUI QUEIROZ

CRM-SP – 105374

Cirurgia Bariátrica e Cirurgia do Aparelho Digestivo

Formado em Medicina no ano de 2001, atua como Cirurgião do Aparelho Digestivo há mais de 15 anos.

Título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e em Cirurgia Bariátrica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD e pela Associação Médica Brasileira – AMB.

Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – CBCD

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Leia mais:

Fontes:

Msdmanuals

Pebmed

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